O Haiti regressa ao Mundial após mais de cinco décadas de ausência com uma missão clara: competir sem complexos e surpreender onde for possível. Os Granadeiros são uma organizada e difícil de superar quando bem posicionada. Perante adversários de maior estatuto, a sua principal arma é precisamente a capacidade de anular o jogo do rival.
Um empate, embora improvável contra Brasil ou Marrocos, não é um cenário descartável frente à Escócia — adversário mais acessível do grupo e igualmente sem garantias de vitória fácil. O Haiti joga sem pressão de resultados, o que liberta a equipa para apostar numa abordagem cautelosa e pragmática. O empate poderá ser possível em alguns jogos.
O Haiti tem em Duckens Nazon a sua grande referência ofensiva, um avançado capaz de criar perigo. Ainda assim, perante adversários da dimensão dos seus rivais no Grupo C, a equipa tenderá a retrair-se e a concentrar esforços na defesa, sacrificando a presença ofensiva no meio-campo adversário.
A dinâmica dos jogos aponta para que os Granadeiros sofram golos mas tenham dificuldade em responder da mesma forma. Os adversários do grupo têm qualidade suficiente para fechar os espaços e neutralizar as transições haitiana. Assim, o ambas marcam: não é o melhor prognóstico para o Mundial.
Os jogos do Haiti no Mundial 2026 contra adversários mais fortes poderão ter vários golos. Mesmo numa abordagem mais defensiva, a inexperiência dos Granadeiros pode custar-lhes caro em momentos de desatenção.
O Grupo C reúne seleções com avançados de nível mundial, habituados a marcar com regularidade, e o Haiti dificilmente escapará a sofrer golos. Estes fatores criam as condições para a aposta no over 2.5.